Nesta segunda-feira (5/11) ocorrerá uma covenção aberta para formação de uma chapa de oposição para o DCE USP 2008. A discussão sobre o programa será o tema central. Sendo assim, estudantes dos mais variados cursos discutirão a situação da universidade, a avaliação sobre a atual situação do DCE, as propostas a serem defendidas, enfim, a idéia é que por meio da discussão democrática possamos ter um programa pra mudar DCE, tornando-o democrático, presente e pra luta. A convenção será aberta a todos estudantes e também aos movimentos e organizações de oposição ao DCE que queiram discutir a unidade.
Local: Sala da antigo mae/saguão da história e geografia
Horário: 18 h
Data: Segunda 05/11
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
terça-feira, 23 de outubro de 2007
Reunião para formação de chapa nesta Sexta
Nesta sexta-feira (26/10) ocorrerá reunião para formação da chapa de oposição para as eleições do Dce Usp 2008. Todos e todas que estão incorfomados com a atual gestão e que querem mudar o DCE, estão convidados a participar e colocar suas opiniões. A reunião será às 18 h na sala 16 da história.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Lado B: Um novo movimento estudantil merece um novo DCE! Unificar a oposição e lutar em defesa da Universidade Pública!
Os novos ventos...
No primeiro semestre desse ano, os estudantes da USP foram protagonistas de um grande e importante processo de mobilização. Milhares de estudantes, junto com funcionários e professores, se mobilizaram para barrar os decretos de Serra, que feram profundamente a autonomia universitária. Assembléias históricas em dezenas de cursos e unidades da capital e do interior, a reitoria ocupada por quase dois meses em defesa da universidade pública e uma greve forte das estaduais paulistas, sustentaram um poderoso processo de luta que “pegou da calças curtas” reitoria e governo, desnudando frente à sociedade a crise da educação no país.
Os resultados da mobilização foram concretos. Parte importante dos decretos que acabavam com a autonomia caíram, conquistamos a ampliação da moradia, do bandejão, reformas de prédios, contratação de professores, e para além dessas vitórias, o exemplo de nossa luta foi seguido de mobilizações por todo país, derrubando até um decreto, muito parecido com o de Serra, no Paraná. Mas talvez o saldo mais importante desse processo, pelo seu caráter transformador e duradouro, tenha sido o ressurgimento e a construção de um novo movimento estudantil, democrático, forte e independente de qualquer governo ou entidade falida. Este saldo pode significar a certeza das lutas e vitórias que virão!
O DCE da USP na contramão...
Se o movimento dos estudantes ganhou grande adesão e força, isso se deu completamente por fora e contra a atual gestão do DCE da USP. O DCE extremamente afastado dos cursos, burocratizado e com uma política “duvidosa” de defesa da universidade pública, se mostrou totalmente incapaz de cumprir com seu papel. Num processo de grandes debates, discussões e ações, o DCE “cruzou os braços”. Não esteve no interior, na EACH, nem mesmo no Butantã. Em momentos decisivos da greve e da ocupação, foi um obstáculo que tivemos que ultrapassar. Mas isso não aconteceu por acaso, o DCE que é atrelado a UNE, foi um espelho dessa entidade na nossa mobilização. Por apoiar a Reforma Universitária do governo Lula, que também decreta o fim da autonomia nas universidades federais e por não estar comprometido com a defesa do ensino público, não enviou sequer uma moção de apoio à ocupação, e chegou ao cúmulo, de um diretor do DCE tentar negociar por fora do movimento, com a reitoria, nossa pauta de reivindicações.
É necessário dizer que foi negando esses velhos métodos e política que o movimento da USP mostrou o caminho da construção do novo movimento estudantil. Milhares de estudantes já disseram não a este DCE nas maiores assembléias da história dessa universidade. Agora, nas eleições, é necessário deixar definitivamente para trás o velho, e construir o novo!
A universidade pública em perigo...
O DCE da USP precisa estar à frente da resistência às ameaças colocadas para a universidade pública. Nacionalmente o governo Lula está implementando uma reforma universitária que retira verbas da educação, cria cursos à distância e atrela ainda mais o ensino, a pesquisa e a extensão ao mercado. No plano estadual, a realidade não é diferente, o governo Serra, que tentou acabar com a autonomia universitária no 1º semestre, agora está preparando um projeto chamado “Univip”, que visa expandir a universidade, sem expandir os recursos, entregando nas mãos da iniciativa privada a responsabilidade pelo financiamento de cursos e unidades.
A forma como é estruturado o gerenciamento da universidade, suas instâncias de deliberações, enfim, sua estrutura de poder, são parte de uma discussão fundamental. Pois da forma como hoje essa universidade funciona, facilita e muito a implementação desses projetos de privatização. Uma ínfima camada de professores titulares, ligada às fundações privadas decide por quase tudo na universidade. O V Congresso da USP, um dos saldos da greve e ocupação, que acontecerá em 2008, tem que ser construído para se contrapor a essa estrutura vigente. Este Congresso, que vai ser de toda a comunidade universitária, deve levantar a bandeira de Diretas para Reitor, eleições diretas para composição paritária em todos os órgãos da universidade, a bandeira da universidade democrática e voltada para os interresses da sociedade, dos trabalhadores e da população mais carente. A construção do V Congresso é uma tarefa de primeira magnitude, e a atual gestão do DCE já provou que não podemos contar com ela na luta em defesa do caráter público da universidade, quanto mais para avançar em sua democratização.
Unir a oposição pra mudar o DCE...
A atual gestão do DCE deve novamente concorrer às eleições. Essa gestão, que não esteve na luta contra os decretos, afastada dos estudantes e CA´s, não pode vencer novamente se queremos que a entidade geral dos estudantes da USP, reflita na forma e no conteúdo, ou seja, com ampla participação e posição clara de defesa da universidade pública, o principal processo de mobilização e discussão que essa universidade passou nos últimos tempos. Sendo assim, o movimento Lado B faz um chamado a todos os estudantes, membros de CA´s, movimentos e organizações de esquerda, que querem um outro DCE, a construir a unidade, derrotar a atual gestão e fazer jus ao novo movimento estudantil que surgiu democraticamente na luta em defesa da autonomia universitária!
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Pra mudar o DCE: Reunião pra Formação de Chapa!
Calourada, decretos, ocupação, greve, discussão: onde esteve o DCE? Não resta dúvidas, agora é hora de mudar, de retomar essa entidade para os estudantes e para a luta. Não podemos deixar que esse ano, que foi marcado pela retomada de grandes mobilizações do movimento estudantil a partir da ocupação, vença mais uma vez a chapa ligada ao imobilismo e às posições mais conservadoras (ou seja, a UNE, ao governo federal, etc). O DCE esteve totalmente ausente da luta contra os decretos, defendeu a Reforma Universitária, não apareceu na ocupação e greve, não esteve no interior, ficou distante dos C.As, enfim, não cumpriu com seu papel.
Diante disso, o movimento Lado B, a Kebrando Inércia (grupo de estudantes das exatas) e independentes estão chamando para reunião de formação de uma chapa de oposição para o DCE USP 2008. É hora de unir todos aqueles que lutam por um DCE de luta, democrático e representativo!
A reunião será neste sábado (6/10) às 18 h na faculdade de direito - largo São franscisco, após o CCA eleitoral.
Diante disso, o movimento Lado B, a Kebrando Inércia (grupo de estudantes das exatas) e independentes estão chamando para reunião de formação de uma chapa de oposição para o DCE USP 2008. É hora de unir todos aqueles que lutam por um DCE de luta, democrático e representativo!
A reunião será neste sábado (6/10) às 18 h na faculdade de direito - largo São franscisco, após o CCA eleitoral.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Reunião com a Reitoria hoje: garantir os compromissos e ampliar conquistas!
Nesta terça-feira à tarde está ocorrendo a primeira reunião com a reitoria da USP. Essa reunião é fruto da ocupação e da greve. Estarão reunidos 8 professores (indicados pela reitoria), 6 estudantes (1 de Ribeirão, 1 de São Carlos, 1 da EACH, 1 da FFLCH, 1 da ECA e 1 do Amorcursp) e 2 funcionários (sintusp). Essa comissão tem como objetivo garantir os compromissos acordados com a reitoria (moradia, professores, bandejão, reformas de prédios, audiência inclusp, etc), bem como, dar continuidade a discussão da pauta estudantil.
É muito importante manter o movimento forte para podermos não só garantir os compromissos, mas também para avançarmos em novas pautas. Assim que tivermos informes de como foi a reunião publicaremos no blog.
É muito importante manter o movimento forte para podermos não só garantir os compromissos, mas também para avançarmos em novas pautas. Assim que tivermos informes de como foi a reunião publicaremos no blog.
Reuni de Lula: Mais um passo da Reforma Universitária
Esse artigo foi elaborado pela CONLUTE (Coordenação Nacional de luta dos Estudantes) e trata sobre o REUNI, a nova medida do governo federal para atacar as universidades públicas. Nesse momento milhares de estudantes das universidades federais constroem uma grande luta para barrar o REUNI. O movimento Lado B se soma a essa importante luta contra a Reforma Universitária.
É hora de barrar o REUNI de Lula!
No marco da Contra-ofensiva que o movimento estudantil vem protagonizando desde a formação da Frente de Luta Contra a Reforma Universitária e a vitória da greve da USP, estudantes das universidades federais de todo o país entram em guerra contra o REUNI.
No dia 24 de Abril do presente ano, o presidente Lula instituiu, através do decreto 6.096, o REUNI (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais). Parte da Reforma Universitária de Lula, o REUNI significa o ataque mais ousado do governo Lula, até aqui, contra a Universidade Pública. Com essa medida Lula esperava decretar o fim do ensino superior federal no Brasil. Não por acaso. De fato o REUNI ao promover mudanças estruturais nas instituições federais de ensino superior, significará a morte da Universidade pública, gratuita e de qualidade.
O decreto de Lula
O decreto de Lula se baseia em uma série de medidas que tem como objetivo coroar o projeto de privatização e sucateamento das Universidades Federais, que vem se desenvolvendo a mais de uma década em nosso país.
Por trás do pomposo nome (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), o decreto esconde um conjunto de metas, que se implementadas transformarão as Universidades Federais em verdadeiros escolões de 3º grau, sem pesquisa, sem extensão, sem produção de conhecimento.
Logo no artigo 1º em seu parágrafo 1º o decreto diz a que veio: “§ 1o O Programa tem como meta global a elevação gradual da taxa de conclusão média dos cursos de graduação presenciais para noventa por cento e da relação de alunos de graduação em cursos presenciais por professor para dezoito, ao final de cinco anos, a contar do início de cada plano.”
Em outras palavras o decreto prevê a elevação da taxa de conclusão da graduação para 90% nas universidades federais. Se levarmos em conta que hoje a taxa de conclusão média é de apenas 60%, e que o aumento da taxa, em 30%, se realizará sem o aumento do orçamento para as IFES (Instituições Federais de Ensino Superior) como um todo, podemos concluir que, muito provavelmente, o projeto do governo iniciará as aprovações automáticas nas Universidades Federais.
Além disso, o parágrafo 1º do artigo 1º estabelece a meta de um professor para cada 18 alunos. Levando em conta que atualmente a relação média nas IFES é de um para 10, podemos concluir que a meta do governo é praticamente dobrar o número de estudantes em cada sala de aula, sem aumentar o número de professores. Vale dizer que segundo as estatísticas do MEC/INEP, a relação de um para 18 é equivalente à que se verifica em média nas superlotadas classes do Ensino Médio nacional. Não há dúvida. O governo quer fazer com o ensino público superior o que seus antecessores fizeram ao ensino médio.
Vale dizer que segundo os dados do próprio MEC, o governo quer aumentar dois índices que são inversamente proporcionais. Ao analisarmos o quadro das IFES no país, podemos observar que as Universidades Federais que possuem um número maior de professores em relação ao número de alunos, são as que possuem o maior percentual de concluintes na graduação. É natural que seja assim, se há mais professores, há melhor qualidade de ensino, e por conseqüência mais alunos se formam. O governo quer dobrar o número de alunos, sem aumentar o de professores, e ao mesmo tempo elevar em 30% a taxa média de concluintes. Não há dúvidas que se trata de estabelecer a aprovação automática.
O REUNI possibilitará o aumento em 89% do número de estudantes a ingressarem na Universidade Pública e aumentará em 182% o número de concluintes. Infelizmente, apesar do que alardeia o governo, não significará aumento no orçamento das IFES de conjunto.
A guerra contra o REUNI já começou
Se o governo estava achando que seria fácil instituir o REUNI nas universidades se enganou. Para ser implementado nas universidades, o REUNI precisa ser aprovado nos conselhos universitários de cada instituição. Já no primeiro semestre o movimento estudantil demonstrou a sua força ocupando várias reitorias pelo país e adiando a aprovação do REUNI em várias federais, como na UFJF e na UFRJ.
O governo Lula, acuado, se viu obrigado a adiar o conflito, postergando a data limite para que as universidades aprovem sua entrada no programa para o dia 15 de outubro. Mas desde já o movimento estudantil está protagonizando uma série de lutas com o objetivo de impedir a adesão das diferentes universidades federais ao programa do governo.
Na UFSC os estudantes ocuparam a reitoria por mais professores e contra o REUNI. A ocupação terminou com a conquista de uma parte da pauta dos estudantes, e com clima de muita empolgação para impedir a adesão ao REUNI.
Recentemente os estudantes da UNIR ocuparam a reitoria um dia antes da data marcada para a adesão ao REUNI. A reitoria foi obrigada a recuar, adiando a adesão ao programa e estabelecendo um calendário de discussões.
Na UFF e na UFPR já estão ocorrendo assembléias e em várias delas os estudantes estão se posicionando contrários ao REUNI. Os estudantes da UFRJ realizaram um ato com 200 estudantes contra o REUNI no dia 13 de setembro e já estão programando novas manifestações. Várias executivas de curso e DCEs estão discutindo ações em seus encontros e congressos.
Assim a luta contra o REUNI vai ganhando força nas universidades e angariando o apoio dos estudantes. A ação dos estudantes da UNIR e da UFSC se soma as ocupações realizadas durante o primeiro semestre e aos demais atos que estão ocorrendo atualmente e mostra que só através da nossa mobilização e organização seremos capazes de derrotar o REUNI.
A UNE do outro lado da trincheira
Infelizmente mais uma vez a União Nacional dos Estudantes (UNE) optou em ficar do lado do governo e contra os estudantes. É mais uma traição histórica dessa entidade que, desde que começou o governo Lula, defende a política de privatização e sucateamento da universidade pública.
Ao sair em defesa do REUNI a UNE mostra que está morta como instrumento de luta dos estudantes, e que cumpre o papel de defender os interesses do governo no movimento estudantil. Mais uma vez o movimento estudantil combativo terá de organizar a luta por fora da UNE e contra a burocracia dessa entidade.
Preparar a construção de uma greve nacional contra o REUNI
Todas as iniciativas que estão sendo construídas contra o REUNI são muito importantes. Mas é preciso ter claro que para barrar o ataque do governo o movimento estudantil, junto com docentes e servidores, precisará construir uma greve nacional da educação. Para que essa greve tenha força e seja bem sucedida é preciso discutir com cada estudante a gravidade do ataque do REUNI e a necessidade de construir uma greve para barrá-lo.
Os professores já começaram essa discussão. O ANDES-SN (Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior – Sindicato Nacional) aprovou indicativo de greve para a última semana de setembro. Até lá, o movimento estudantil deve organizar assembléias, debates e atos, tudo com o objetivo de fortalecer a construção de um amplo movimento contra o REUNI.
A Conlute jogará todos os seus esforços na construção desse movimento com o objetivo de construir uma greve capaz de derrotar o plano do governo de liquidação da universidade pública. Mais do que nunca se mostra a necessidade de que o movimento estudantil avance para a construção de uma nova ferramenta de luta. A traição da UNE deixa claro que não é mais possível contar com essa entidade. Por isso a Conlute está chamando todos os lutadores do movimento estudantil a construir uma nova entidade nacional, que possa organizar nossas lutas e conduzir nossa esperança.
É hora de barrar o REUNI de Lula!
No marco da Contra-ofensiva que o movimento estudantil vem protagonizando desde a formação da Frente de Luta Contra a Reforma Universitária e a vitória da greve da USP, estudantes das universidades federais de todo o país entram em guerra contra o REUNI.
No dia 24 de Abril do presente ano, o presidente Lula instituiu, através do decreto 6.096, o REUNI (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais). Parte da Reforma Universitária de Lula, o REUNI significa o ataque mais ousado do governo Lula, até aqui, contra a Universidade Pública. Com essa medida Lula esperava decretar o fim do ensino superior federal no Brasil. Não por acaso. De fato o REUNI ao promover mudanças estruturais nas instituições federais de ensino superior, significará a morte da Universidade pública, gratuita e de qualidade.
O decreto de Lula
O decreto de Lula se baseia em uma série de medidas que tem como objetivo coroar o projeto de privatização e sucateamento das Universidades Federais, que vem se desenvolvendo a mais de uma década em nosso país.
Por trás do pomposo nome (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), o decreto esconde um conjunto de metas, que se implementadas transformarão as Universidades Federais em verdadeiros escolões de 3º grau, sem pesquisa, sem extensão, sem produção de conhecimento.
Logo no artigo 1º em seu parágrafo 1º o decreto diz a que veio: “§ 1o O Programa tem como meta global a elevação gradual da taxa de conclusão média dos cursos de graduação presenciais para noventa por cento e da relação de alunos de graduação em cursos presenciais por professor para dezoito, ao final de cinco anos, a contar do início de cada plano.”
Em outras palavras o decreto prevê a elevação da taxa de conclusão da graduação para 90% nas universidades federais. Se levarmos em conta que hoje a taxa de conclusão média é de apenas 60%, e que o aumento da taxa, em 30%, se realizará sem o aumento do orçamento para as IFES (Instituições Federais de Ensino Superior) como um todo, podemos concluir que, muito provavelmente, o projeto do governo iniciará as aprovações automáticas nas Universidades Federais.
Além disso, o parágrafo 1º do artigo 1º estabelece a meta de um professor para cada 18 alunos. Levando em conta que atualmente a relação média nas IFES é de um para 10, podemos concluir que a meta do governo é praticamente dobrar o número de estudantes em cada sala de aula, sem aumentar o número de professores. Vale dizer que segundo as estatísticas do MEC/INEP, a relação de um para 18 é equivalente à que se verifica em média nas superlotadas classes do Ensino Médio nacional. Não há dúvida. O governo quer fazer com o ensino público superior o que seus antecessores fizeram ao ensino médio.
Vale dizer que segundo os dados do próprio MEC, o governo quer aumentar dois índices que são inversamente proporcionais. Ao analisarmos o quadro das IFES no país, podemos observar que as Universidades Federais que possuem um número maior de professores em relação ao número de alunos, são as que possuem o maior percentual de concluintes na graduação. É natural que seja assim, se há mais professores, há melhor qualidade de ensino, e por conseqüência mais alunos se formam. O governo quer dobrar o número de alunos, sem aumentar o de professores, e ao mesmo tempo elevar em 30% a taxa média de concluintes. Não há dúvidas que se trata de estabelecer a aprovação automática.
O REUNI possibilitará o aumento em 89% do número de estudantes a ingressarem na Universidade Pública e aumentará em 182% o número de concluintes. Infelizmente, apesar do que alardeia o governo, não significará aumento no orçamento das IFES de conjunto.
A guerra contra o REUNI já começou
Se o governo estava achando que seria fácil instituir o REUNI nas universidades se enganou. Para ser implementado nas universidades, o REUNI precisa ser aprovado nos conselhos universitários de cada instituição. Já no primeiro semestre o movimento estudantil demonstrou a sua força ocupando várias reitorias pelo país e adiando a aprovação do REUNI em várias federais, como na UFJF e na UFRJ.
O governo Lula, acuado, se viu obrigado a adiar o conflito, postergando a data limite para que as universidades aprovem sua entrada no programa para o dia 15 de outubro. Mas desde já o movimento estudantil está protagonizando uma série de lutas com o objetivo de impedir a adesão das diferentes universidades federais ao programa do governo.
Na UFSC os estudantes ocuparam a reitoria por mais professores e contra o REUNI. A ocupação terminou com a conquista de uma parte da pauta dos estudantes, e com clima de muita empolgação para impedir a adesão ao REUNI.
Recentemente os estudantes da UNIR ocuparam a reitoria um dia antes da data marcada para a adesão ao REUNI. A reitoria foi obrigada a recuar, adiando a adesão ao programa e estabelecendo um calendário de discussões.
Na UFF e na UFPR já estão ocorrendo assembléias e em várias delas os estudantes estão se posicionando contrários ao REUNI. Os estudantes da UFRJ realizaram um ato com 200 estudantes contra o REUNI no dia 13 de setembro e já estão programando novas manifestações. Várias executivas de curso e DCEs estão discutindo ações em seus encontros e congressos.
Assim a luta contra o REUNI vai ganhando força nas universidades e angariando o apoio dos estudantes. A ação dos estudantes da UNIR e da UFSC se soma as ocupações realizadas durante o primeiro semestre e aos demais atos que estão ocorrendo atualmente e mostra que só através da nossa mobilização e organização seremos capazes de derrotar o REUNI.
A UNE do outro lado da trincheira
Infelizmente mais uma vez a União Nacional dos Estudantes (UNE) optou em ficar do lado do governo e contra os estudantes. É mais uma traição histórica dessa entidade que, desde que começou o governo Lula, defende a política de privatização e sucateamento da universidade pública.
Ao sair em defesa do REUNI a UNE mostra que está morta como instrumento de luta dos estudantes, e que cumpre o papel de defender os interesses do governo no movimento estudantil. Mais uma vez o movimento estudantil combativo terá de organizar a luta por fora da UNE e contra a burocracia dessa entidade.
Preparar a construção de uma greve nacional contra o REUNI
Todas as iniciativas que estão sendo construídas contra o REUNI são muito importantes. Mas é preciso ter claro que para barrar o ataque do governo o movimento estudantil, junto com docentes e servidores, precisará construir uma greve nacional da educação. Para que essa greve tenha força e seja bem sucedida é preciso discutir com cada estudante a gravidade do ataque do REUNI e a necessidade de construir uma greve para barrá-lo.
Os professores já começaram essa discussão. O ANDES-SN (Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior – Sindicato Nacional) aprovou indicativo de greve para a última semana de setembro. Até lá, o movimento estudantil deve organizar assembléias, debates e atos, tudo com o objetivo de fortalecer a construção de um amplo movimento contra o REUNI.
A Conlute jogará todos os seus esforços na construção desse movimento com o objetivo de construir uma greve capaz de derrotar o plano do governo de liquidação da universidade pública. Mais do que nunca se mostra a necessidade de que o movimento estudantil avance para a construção de uma nova ferramenta de luta. A traição da UNE deixa claro que não é mais possível contar com essa entidade. Por isso a Conlute está chamando todos os lutadores do movimento estudantil a construir uma nova entidade nacional, que possa organizar nossas lutas e conduzir nossa esperança.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
Lançado o Blog do Lado B
Esse é o Blog do Lado B, um grupo de estudantes da USP que luta por uma universidade pública, gratuita e de qualidade e que faz um chamado a todos os estudantes para se unirem numa chapa de esquerda para retomar o DCE para os estudantes e para a luta. No último período o movimento estudantil enfrentou grandes desafios: travamos uma grande luta com a ocupação da reitoria e a greve das universidades estaduais. Podemos dizer com toda certeza que saímos vitoriosos: Serra recuou em grande parte dos decretos, conseguimos conquistas na pauta específica (moradia, bandejão, reformas de prédios, etc) e nossa mobilização virou referência nacional, estimulando uma série de ocupações e lutas que se espalhou pelo país.
Em todo esse processo o DCE "Camarão" não fez absolutamente nada, a rigor, esteve contra a mobilação, a discussão, a greve e a ocupação. Além disso se configurou como uma gestão esvaziada, distante dos cursos e C.As, longe dos campi do interior e das discussões mais importantes da universidade e do país.
É hora de mudar tudo isso! Por isso o Movimento Lado B faz um chamado aos estudantes e aos coletivos de esquerda: è preciso retomar o DCE, fazer com que ele esteja a serviço das lutas, que seja democrático e reflita as necessidades dos estudantes da USP. A ocupação da reitoria e a greve demonstraram que o movimento estudantil não morreu, agora é hora do DCE da USP entrar pela porta que a ocupação e a greve abriram.
Em todo esse processo o DCE "Camarão" não fez absolutamente nada, a rigor, esteve contra a mobilação, a discussão, a greve e a ocupação. Além disso se configurou como uma gestão esvaziada, distante dos cursos e C.As, longe dos campi do interior e das discussões mais importantes da universidade e do país.
É hora de mudar tudo isso! Por isso o Movimento Lado B faz um chamado aos estudantes e aos coletivos de esquerda: è preciso retomar o DCE, fazer com que ele esteja a serviço das lutas, que seja democrático e reflita as necessidades dos estudantes da USP. A ocupação da reitoria e a greve demonstraram que o movimento estudantil não morreu, agora é hora do DCE da USP entrar pela porta que a ocupação e a greve abriram.
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